Sobre o Blog

Este Blog foi construído com o intuito de divulgar tudo o que se passa no cenário rock papa-jerimum.

Notícia potiguar: Festival DoSol anuncia bandas locais

28/08/2008 por RockPotiguar

Os nomes de todas as bandas potiguares escaladas para o Festival DoSol desse ano já foram divulgados. Eis:

EXPOSE YOUR HATE
CALISTOGA
DISTRO
CATÄRRO
AK-47
GANDHI
BRAND NEW HATE
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA
FEWELL
THE SINKS
ROSA DE PEDRA
LUNARES
THE ROCK ROVERS
BARBIEKILL
EDU GOMEZ
OS POETAS ELÉTRICOS

Assim que o resto dos nomes das bandas nacionais sairem, colocaremos a lista completa.

Fonte: dosol.com.br

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Notícia Potiguar: Inauguração de mais um Pub em Natal

27/08/2008 por RockPotiguar

O Aprecie Pub é mais um espaço pra música rocker que abre em Natal. Localizado no Conjunto Alagamar, em Ponta Negra, o pub abrirá suas portas nesta sexta e sábado, com quatro bons shows, no projeto “Aprecie Live”.

Para essa sexta, 29, The Blue Mountain e MobyDick serão os responsáveis por receber as primeiras pessoas na história do local. Já no sábado, 30, Mad Dogs e Jack Black são os “tampas” da noite.

Nos dois dias, as portas se abrem às 20h, e o couvert custa R$10,00.

Informações: (84) 3219 0050

Em breve o RockPotiguar aparecerá por lá pra dar suas impressões.

Indicado para quem: curte bons covers e versões de clássicos nacionais e internacionais bem variados.

Confira o folder

Confira o folder

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Notícia nordestina: Fóssil divulga nota de esclarecimento

27/08/2008 por RockPotiguar

Os músicos remanescentes da cearense Fóssil divulgaram uma nota de esclarecimento à imprensa, sobre o desligamento do baixista e líder George Frizzo. Acompanhe na íntegra:

:: Fossil - Nota de Esclarecimento ::

“O Fossil anuncia por meio deste comunicado o desligamento de George Frizzo da banda. O descontentamento artístico e, principalmente, de natureza pessoal culminaram com a decisão tomada pelo grupo de maneira madura, responsável, coerente e consensual. Problemas internos com grupos existem e só quem está por dentro sabe o que realmente acontece.

O Fossil agradece e reconhece a imensa contribuição dele, sobretudo na linha de frente de trabalho da imagem da banda. Além do empenho de George Frizzo, nós quatro, como grupo, sempre trabalhamos pelo crescimento do Fossil, embora isto não fosse tão notório para as pessoas além dos palcos. Focamos as composições, o trabalho de amadurecimento musical, assim como a elaboração de projetos para nossa sustentabilidade.

Por isso, refutamos completamente o rótulo de que o “Fossil = Frizzo” (visão equivocada). As conquistas do Fossil são creditadas a Eric Barbosa, George Frizzo, Victor Bluhm, Vitor Colares, a todas as pessoas que se empenharam em prol do grupo de 2004 até então e trabalham sério com a música em Fortaleza e no Brasil, como o produtor Rafael Bandeira e outros parceiros.

O grupo reconhece que perde com isso, como em quaisquer grandes mudanças. Mas a crença no Fossil, no trabalho até então construído por nós e no que ainda será feito, é maior. Pois, afinal, somos parte desta história que nos motiva cada dia a seguir em frente. Agradecemos a compreensão de todos. O Fossil segue honrando todos seus compromissos, independente das adversidades. Obrigado.

Atenciosamente,

Eric Barbosa, Victor Bluhm & Vitor Colares.”

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Coluna: Treme Terra - Franklin Roosevelt

27/08/2008 por RockPotiguar

Os cachorros na Adriane Galisteu!

Certa vez, a banda O Surto foi convidada a participar do programa de Adriane Galisteu. Ficamos muito felizes, claro! Ainda tinha a expectativa de ver a gostosa da Galisteu pessoalmente! Não foi bem o que esperávamos, mas a loirona é bonita sim!

No caminho pra TV, apertados numa van, enfrentando aquele trânsito lento de São Paulo. Não demorou pra que acendêssemos um cigarro que passarinho não bebe (vixe..!) e chegamos lá em ponto de bala. Nos colocaram num camarim um tanto quanto monótono, e resolvemos aceitar o convite da produtora do programa pra ficarmos assistindo a gravação ali por trás, ao lado das câmeras, enquanto não chegava a nossa vez.

Por curiosidade, estava tendo uma apresentação dos cachorros treinados da polícia. Tava tudo muito bonito quando o policial falou o seguinte:

- “Escondemos uma trouxinha de maconha aqui no cenário, e vamos soltar o cachorro pra que ele fareje e encontre o entorpecente”.

Nesse momento olhamos um pro outro… cheiramos nossas mãos e roupas… e percebemos que o cachorro já tava vindo em nossa direção! Resultado: “pernas pra quem te quero” !!

A carreira foi grande de volta pro camarim! Tivemos de ficar lá até os cachorros saírem de cena!

Ô saia justa, imagina esse cachorro cheirando a gente na frente das câmeras….

Por Franklin Roosevelt
Colunista RockPotiguar e baixista d’O Surto

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Notícia potiguar: Festival DoSol anunciará atrações potiguares

27/08/2008 por RockPotiguar

Amanhã a assessoria do Festival DoSol irá divulgar os nomes das 16 bandas potiguares que tocarão no festival desse ano, que acontecerá nos dias 1 e 2 de novembro, na rua Chile, Ribeira. Dentre as nacionais confirmadas, tem os Carbona (RJ), Torture Squad (SP), Mukeka di Rato (ES) e Forgotten Boys (SP).

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Notícia nordestina: Jornalismo e música

27/08/2008 por RockPotiguar

O jornalista pernambucano Bruno Nogueira irá ministrar, em setembro, uma oficina, intitulada “Jornalismo e música”. Seguem abaixo as informações.

Período
11 a 19 de setembro (4ª, 6ª, 2ª, 4ª e 6ª)

Horário das aulas
18h30 às 21h30

Carga horária
15 horas

Investimento
R$ 220

Informações
(81) 3076 0380
(81) 9666 0688
(81) 9686 0446
Ou pelo email oficina@conteudocri ativo.com. br

Bruno Nogueira
Mestre em comunicação e especialista em Jornalismo e Critica Cultural. Trabalhou durante 2005 e 2008 como critico de musica do jornal Folha de Pernambuco. Antes disso também foi do Jornal do Commercio e, atualmente, é repórter de cultura do Diário de Pernambuco. Colaborou com as revistas Continente Multicultural e Coquetel Molotov e é um dos colaboradores do site RecifeRock. Representou Pernambuco na formação do portal Overmundo, capitaneado pelo etnomusicologo Hermano Vianna. Durante esse período, cobriu os festivais Abril Pro Rock, Recbeat, Goiânia Noise, Bananada, Mada, DoSol, Porão do Rock e Tim Festival. Fez curadoria de bandas independentes para o Abril Pro Rock em 2008 e para a Prefeitura do Recife no projeto Pátio do Rock. Foi professor de Indústria Fonográfica, no curso de Produção Fonográfica da Faculdade Barros Melo (Aeso) e das disciplinas de Teorias de Comunicação e Jornalismo Impresso no curso de jornalismo da instituição.

Conteúdo programático
Períodos estéticos da musica pop; cenas e movimentos musicais; indústria fonográfica; cadeia produtiva da musica; teoria da recepção; jornalismo opinativo; resposta social; cauda longa; crítica cultural; teoria do agendamento; cobertura de shows e festivais; entrevistas e perfis; resenha e critica de discos e música.

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Promoção: ZN Rock

27/08/2008 por RockPotiguar

Aqui é pra quem quer ganhar um par de senhas para o ZN Rock (ver agenda).

Deixe uma mensagem nesse post dizendo quais as suas bandas favoritas no ZN Rock e por que. A melhor justificativa (julgada pela organização do evento) ganha o par de senhas.

Promoção válida até domingo (31/08)

Logo ZN Rock

Logo ZN Rock

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Notícia nordestina: Frizzo anuncia sua saída do Fóssil

27/08/2008 por RockPotiguar

O músico e sociólogo cearense George Frizzo acabou de anunciar, em um grupo de discussão na internet, sua saída da banda Fóssil. O grupo trabalha um forte instrumental, no qual ficou conhecido com o disco “Desconforto”. Quatro anos e meio depois de sua estréia nos palcos cearenses, sai de cena um de seus líderes. Porém, ele ainda é o baixista da tradicional Dago Red.

Em seguida, leia o comunicado oficial (sem edição) de Frizzo, e logo depois, comentários de alguns músicos e produtores nordestinos referentes ao assunto.

“Pessoal.

É com imensa tristeza e aperto no coração que reparto com vocês a notícia da minha saida do Fossil. Hoje a banda teve uma reunião e foi colocado certos descontentamentos pelo fato de eu ser um músico ruim. Coisa que nunca escondi.

Ainda to meio confuso com o que aconteceu. Mas só sei que com tudo que eu ouvi não faço mais parte da banda.

A maldição do rock cearense ataca novamente. Infelizmente.

De qualquer forma continuo na lista [de discussão]. Que pelo menos aqui ainda tenho bons amigos.

Abraço a todos

Frizzo”

Comentários na lista de discussão:

“Cara, que coisa heim..
Mas será que isso é definitivo ou foi uma decisão de cabeça quente?
Enfim, boa sorte…”

“po, Frizzo…. vc era o Fóssil. Eles se ferraram com essa decisão.”

“Quando penso no Fóssil, o que me vem à cabeça é o Frizzo. Realmente, acho que eles deveriam mudar de nome, porque você É o Fóssil, Frizzo!”

“eu gostava das coisas que vc tocava no fossil frizzo, chegue ai e vamo montar uma banda nova!
to falando sério!”

Por Rodrigo Cruz

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Notícia potiguar: Cantus Pro Rock nesse sábado!!!

26/08/2008 por RockPotiguar

“As bandas se divertem tocando para amigos e desconhecidos. O público se diverte com bandas amigas e desconhecidas.” Esse é o lema dos Kabullossus Boys, grupo de amigos que, uma vez por ano, produzem um evento sem maiores pretensões.

A primeira edição do Cantus Pro Rock acontecerá neste sábado, dia 30 de agosto, em um novo espaço, Cantus Bar, rua Chile, e contará com ingressos a R$ 5,00 e oito bandas em ação, a partir das 14 h 30 min. As senhas estarão sendo vendidas na hora, no local.

As 14:30 subirá ao palco The Strofes, e a sequência segue com Red Light House, Os Intrigrantes, Los Costeletas Flamejantes, Venice Under Water, Black Cab, Domben e termina com The Volta.

Serviço:

Cantus Pro Rock

Local: Cantus Bar (rua Chile)
Data: Sábado, 30 de agosto
Horário: A partir das 14h29min
Bandas: The Strofes, Red Light House, Os Intrigantes, Los Costeletas Flamejantes, Venice Under Water, Black Cab, The Volta e Domben.
Ingressos: R$4,99

Por Rodrigo Cruz

Cantus Pro Rock

Cantus Pro Rock

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Notícia potiguar: II Natal Rocks

26/08/2008 por RockPotiguar

O selo potiguar Dia 32, representado pelo Alexandre Alves (ex-Solaris), está produzindo o II Natal Rocks, que acontecerá nesse fim de semana e estará, na ocasião, lançando a coletânea “Natal Rocks”.

O evento acontecerá neste sábado, dia 30 de agosto, a partir das 17 h no Teatro Sandoval Wanderley e contará com as bandas Automatics, Montgomery, Bandini e Lunares. A entrada custa R$ 4,00 (estudante) e R$ 8,00 (inteira).

Dos muitos shows desse agitado fim de semana potiguar este é, sem dúvida, um dos imperdíveis.

Serviço:

II Natal Rocks

Local: Teatro Sandoval Wanderley (Alecrim)
Data: Sábado, 30 de agosto
Horário: 17h
Bandas: Automatics, Bandini, Lunares e Montgomery
Ingressos: R$4,00 (estudante) e R$ 8,00 (inteira)

Por Rodrigo Cruz

II Natal Rocks

II Natal Rocks

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Fotos Mada 2008

22/08/2008 por RockPotiguar

As fotos do Mada 2008 feitas pelo Portal RockPotiguar já estão disponiveis. Seguem os links:

Mada 2008 - primeiro dia

Mada 2008 - segundo dia

Mada 2008 - último dia

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Fotos por Pablo Pinheiro (NV e Rastafeeling por Tiago de Lima)

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Coluna: Metralhadora Giratória

20/08/2008 por RockPotiguar

Essa coluna já é tradicional aqui. Leitores e convidados escrevem o que der na telha. Leia as impressões da Yasmim Kyssyanne sobre o Mada que acabou de passar.

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Bandas, estrutura e críticos do Mada

Nesta última quinta, sexta e sábado (14, 15 e 16 de agosto), Natal sediou e recebeu mais uma vez as bandas do Festival de Música Independente MADA (Música Alimento da Alma). O Festival que esse ano teve completada a sua 10ª edição, trouxe como bandas principais “O Rappa”, “Pato Fu”, “Lobão”, e o carioca “Seu Jorge”, pela primeira vez na capital potiguar. Como já era de se esperar, todo ano, a opinião do público quanto às atrações, sempre se diverge entre satisfações e frustrações. Mas fato é que mesmo assim pode-se constatar cerca de, em média, 3 mil pessoas por dia na arena.

Parabéns à organização do evento pela estrutura, produção e ordem estabelecida. Não vi uma briga. O que vi foi um jogo de luz sensacional, no palco principal e demais partes que cabia tal capricho, uma gente empolgadíssima curtindo os muitos sons que rolavam tanto na tenda eletrônica, camarote e no palco principal. O espaço destinado ao consumo de bebidas e comidas também estava ótimo, com nada a desejar. Tinha de tudo. O que ajudou a esquentar as noites frias que fazia na praia.

Falando agora sobre as atrações escohidas pelo organizador e idealizador do Festival, Jomardo Jomas. Ele ousou e inovou trazendo atrações que surpreenderam o público e incomodaram alguns outros gerando argumentações e manifestações entre os críticos da cidade. Segundo estes, a presença de tais bandas como, a potiguar THE VOLTA, a carioca MACANJO, a paulista CURUMIN e a cantora paulista MALLU MAGALHÃES, descaracterizou e fugiu ao padrão do festival. Julgaram não combinar.

Mas eu cá vos pergunto, leitores, o MADA não seria um Festival de música independente? Pois bem, deveria então justamente mostrar e tocar o trabalho da galera desse cenário indie. Não concordam? De modo que não vejo nenhuma incoerência nem discrepância entre a participação dessas bandas citadas acima e o intuito e objetivo do evento, que é promover a música independente das gravadoras. É verdade que tais estéticas musicais que se fazem presentem nessas bandas, como o pop, eram até agora incomuns ao Festival, porém julgo não ter sido um erro do Jomardo ter trazido-as e aprovo as suas escolhas.

Música é música! Cada um que cuide de fazer e separar uma receita balanceada do que acreditam ser necessário e indispensável ao alimento de suas almas (e como temos almas deficientes e mal nutridas musicalmente nesses dias de hoje). São doentes de excesso ou de falta. Excessos esses que tornam as pessoas presas a um determinado estilo musical e preconceituosas a aceitar os outros demais.
Infelizmente em Natal ainda existe muita gente surda. E não falo de ouvidos físicos, humanos. Falo de gente que simplesmente não sabe ouvir música. Limitados, lamentavelmente, por não terem a sensibilidade de entender a arte, a mensagem e o mundo de sensações e reflexões que só a música em sua sublime essência é capaz de trasmitir.

Termino portanto a minha análise e revisão com um pedido. “Galera, não se limitem a certos padrões impostos pela mídia ou por alguns poucos babacas que pensam ser exímios entededores do assunto e donos da verdade. Não estou falando que você leitor, agora, deva gostar de tudo. Não. Cada um tem as suas preferências e particularidades, mas sugiro, indico, pelo menos experimentar. Prove, sinta, ouça, analise e tire disso uma conclusão.

Tente não ouvir estilos musicais, tente ouvir música! Liberte-se de ‘pré-conceitos’ esteriotipados que só assim você provará do tão especial e maravilhoso, gostoso, que é o prazer de entender uma boa música.

E tenho dito, abração.

Por Yasmim Kyssyanne

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Coluna Vertebral - Rodrigo Cruz

20/08/2008 por RockPotiguar

Novamente na área mais um colunista que volta à ativa. Dessa vez com Rodrigo Cruz e a sua Coluna Vertebral.

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Trinta minutos

Estava ansioso há meses. Não comia, não dormia, não se divertia, não trabalhava… tudo à espera do grande dia. Anos de dedicação, anos abrindo mão de outras coisas que gostava para se preparar para os trinta minutos mais importantes da sua vida até então.

O dia chegou. Ele nem acreditava que aquele sonho iria se realizar. Só mais algumas horas e ele iria, sim, tornar-se realidade. Depois de mais uma noite em claro, levantou-se cedo para ter certeza de que tudo aquilo sairia como planejado. Os nervos estavam à flor da pele, pois já podia sentir o cheiro de que aquilo que chegava era real.

Finalmente. Aqueles trinta minutos eram apenas vinte e nove. Vinte e oito. Vinte e sete… não sentia-se dentro de si. Tudo era mágico, encantador. O que esperava durante todo esse tempo estava ali, sendo vivido naquele instante. Dois minutos… já estava chegando ao fim… um minuto… as noites sem dormir valeram a pena… um segundo… acabou!

Tudo o que tinha planejado aconteceu. Perfeito. Porém, não esperava que o seu certo era o errado para os outros. Mas era. O seu certo foi o errado. Tudo foi em vão. Uma metade de si entrou em conflito com a sua outra metade, afinal, o seu certo na verdade era o errado…

Tudo acabou, desmoronou. Mas só por enquanto, pois ele irá se levantar e perseguirá outros trinta minutos mais importantes da sua vida…

Por Rodrigo Cruz

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Coluna: Treme-Terra - Franklin Roosevelt

20/08/2008 por RockPotiguar

O nosso colunista e baixista d’O Surto está novamente fazendo a terra tremer!!! Confira!

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SURTANDO NOVAMENTE!

Nossa! Como é bom sentir a terra tremer! Na verdade, sentir o grave que vem dos sub woofers do P.A de um show de rock. Na minha vida já tive a experiência de tocar vários estilos musicais, e sempre foi no Rock´n´roll que senti as maiores emoções.

É verdade que toquei em lugares e festas inacreditáveis onde o público não se interessa muito em quem está tocando, e sim no que está tocando. Pois a música, na sua maioria das vezes está lá pra cumprir o seu papel, que é trazer o entretenimento. Mas no Rock, ela tem uma função muito maior. A função de trazer a emoção pra aquele que está assistindo o show ou ouvindo a música. Ainda mais se for um fã da banda. E é no Rock onde eles são mais apaixonados, principalmente as mulheres, que se entregam em delírios pelo seus ídolos, compram pôsteres, usam a roupa, vestem a camisa literalmente, pedem autógrafos mais que os homens, e dão aos rockeiros aquilo que um dia foi uma grande motivação pra começar a tocar Rock. Elas dão a……!

Bem, foi em Caraguatatuba, litoral paulista que voltei a ver a banda “O Surto” tocar. E quando vi a potência de som tirada apenas nos retornos do palco, senti saudade em poder tocar o bom e velho Rock, com a potência da distorção da guitarra na orelha e a pancada da batera ecoando arena afora.

Após a volta da Belina Mamão pra Natal, fiquei em São Paulo e resolvi aceitar (correndo!) o convite do vocalista Bolo pra voltar a tocar na banda! E como diz a história: o bom filho a sua casa retorna! Sentindo-me à vontade, já comecei a tocar com O SURTO em vários lugares daqui de Sampa. Tendo inclusive a oportunidade de entrar em contato com vários artistas do meio onde vou poder passar todas esses encontros pra vocês aqui na coluna Treme Terra! É claro que agradeço também de coração o convite pra voltar a escrever no Portal RockPotiguar, onde me sinto em casa pra trazer informação e novas histórias pra galera do Rio Grande do Norte!

Portanto, Trema a Terra e pire o cabeção ao som do Rock, de preferência potiguar!

Por Franklin Roosevelt

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Coluna: Em Peso - Freddy Frenzy

20/08/2008 por RockPotiguar

Freddy Frenzy está de volta com a sua coluna “Em Peso”. Por que não? Claro que sim…

PS: esse texto foi publicado originalmente no site SertãoRock.com.br

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Por que não?

Já é incontestável o potencial de muitas bandas e músicos de Rock e Metal do nosso estado. Sejam seus talentos brutos ou lapidados, já contamos com uma enorme quantidade (e variedade) de bandas das quais muitas já deram prova de seu valor e que merecem indiscutivelmente mais prestígio a nível nacional (ou internacional no caso de trabalhos em inglês). Então porque não possuem esse devido reconhecimento? Por que não? Vamos explicar.

Parte da causa dessa inexpressividade é o fato de no Brasil as coisas serem bem mais difíceis para uma banda de Rock ou Metal do que no exterior. Em primeira instância os músicos ganham menos, o que também implica em ter que trabalhar mais. Resultado: Pouco tempo e dinheiro para se dedicarem e investir. Tudo para nós aqui é mais caro. Por isso é tão difícil definir até mesmo a formação do conjunto. Muitos desistem (rapidamente ou não) da estrada, por terem outras prioridades ou um futuro mais promissor noutro trabalho qualquer. Vale lembrar que estamos na região Nordeste e no Rio Grande do Norte, onde não há uma tradição roqueira tanto quanto em outras regiões do Brasil. Mesmo existindo boas bandas locais e um considerável público, não há apoio nem publicidade. Mesmo após vencer todas as dificuldades iniciais (o que pode levar anos!) e cotidianas, uma banda enfrenta a total apatia dos meios que supostamente poderiam – e deveriam – ajudar. Querendo ou não, os ritmos regionais (forró, axé, “swingueira”, etc…) dominam a plebe e a mídia de massa quando o assunto é música, shows, festas, eventos, diversão… Óbvio que os shows de Rock e Metal já são bem aceitos e ocorrem freqüentemente, porém de maneira bastante independente, underground. Na capital já existem até pubs voltados especificamente para o Rock, como é o caso do Shambala Pub, do extinto Budda Pub e do próprio DoSol Rock Bar, que é de fato o maior reduto roqueiro do estado por ser uma casa de shows mesmo. Podemos hoje em dia sintonizar em rádios exclusivamente Rock no estado ou outras que possuem um momento da programação dedicado inteiramente ao estilo. Já existem sites que cuidam de divulgar e acompanhar exclusivamente a cena Rock/Metal estadual, bandas produzindo clipes, já existem até selos independentes. Ainda assim não podemos afirmar que o Heavy Metal ou o Rock N’ Roll são fortes aqui porque os cifrões envolvidos no show business do Rock local são infinitamente inferiores aos dos shows de pseudo-música regional.

Mas e o MADA e o Festival DoSol, grandes eventos de Rock sediados na capital? Bom eu adoraria não ter que falar desses dois eventos… Mas é pertinente, portando vamos lá. Não será a primeira vez que serei crucificado pela minha língua ferina. Tá, esses festivais são grandes, contam com muitos investimentos de patrocinadores de peso e são grandes vitrines de novas bandas, uma ótima oportunidade para qualquer grupo que neles toque. E de fato algumas (Eu disse algumas? Sim, sejamos francos…) boas bandas figuram no cast por merecimento. Mas estranhamente muitas outras bandas que por um acaso beeeemm entrópico talvez sejam melhores e bem mais merecedoras ficam de fora. É um caso de “panelinhas” de roqueiros, se valendo de benefícios mútuos em detrimento de algumas bandas verdadeiramente merecedoras. Fazer o que, né? Continuemos tentando, nos contentemos com os pubs ou montemos logo uma banda de forró, enquanto alguns roqueiros continuam trabalhando contra alguns outros roqueiros. Hora bem inoportuna, não?

Outra causa é a falta de fé e audácia das próprias bandas. A maioria já surge crendo que tocar nos pubs da cidade ou em eventos pelo estado seja o teto de suas carreiras. Tocar em um MADA ou Festival DoSol seria então um definitivo highlight! Algumas até começam da melhor maneira possível. Garotos jovens, ainda adolescentes, com a certeza de que poderão conquistar o mundo (e podem). Mas é difícil vermos-lhes com a mesma fé do início após cinco anos tentando sem muito resultado. Até porque a essa altura geralmente sobram só um ou dois da formação original. As bandas têm que acreditar, senão, não há razão para o que estão fazendo. Não há a aventura do Rock N’ Roll. O que é acreditar? Se esforçar, insistir, sonhar.

As bandas têm que construírem diferenciais. Diferenciais que, embora não sejam os mesmos sempre fizeram parte dos ingredientes que consagraram todas as maiores bandas de Rock do mundo. Considerando que a banda já produza boa música autoral, na qual acreditam e que os ouvintes também o façam, vamos a alguns passos simples que deveriam ser tomados por qualquer grupo que almeje sucesso.

Passo um: grave um CD Demo com a melhor qualidade possível, com um bom número de músicas. Até aqui, óbvio, não? Mas aplique essa qualidade também no trabalho gráfico. Façam parecer um CD de verdade. Esta atitude impressionará qualquer um pelo profissionalismo e dedicação, além de transmitir mais confiança e fazer com que outros vejam a banda como um trabalho que está dando certo. Aumentará o seu prestígio de maneira considerável. Se for possível a produção de poucas cópias, não se preocupe em vendê-las. Certifique-se de que ela chegará aos contatos certos: Selos, gravadoras, produtores, músicos que possam lhes abrir portas, revistas, sites, rádios, etc. Divulgue suas músicas, fotos e informações no máximo de meios pela internet. Purevolume, Terra, myspace, etc.

Passo dois: invistam em visual. Inspirem-se nas bandas que os influenciaram e crie um visual estiloso, marcante. Use roupas ousadas, maquiagem, cabelos com penteados e cortes legais. Também transmite profissionalismo, gera boas fotos promocionais e torna os shows mais interessantes, além de ajudar a identificar a banda. Muitos músicos mais velhos são conservadores em relação a isso. Vocês não estão mortos caras! Se ainda estão tocando e com saúde é porque os anos 2000 também são seus… vocês não ficaram nos anos 80 ou 90…

Passo três: presença de palco. Ponham na cabeça que mais interessante que ver “caras tocando” é ver caras DANDO UM SHOW. Mesmo em palcos pequenos é possível fazer poses, caras, bocas, alguma movimentação, interagir com o público. É desnecessário dizer que a apresentação fica muito mais empolgante e uma presença bem ensaiada (sim, ensaiada) também impressiona. Com o visual e a presença de palco a todo vapor, filme seus shows e ponha vídeos no Youtube, e onde mais puder. As fotos também devem ir para o Orkut e Fotologs.

Passo quatro: Se possível faça um site e produza videoclipes. Não sai tão caro se você pesquisar direitinho. Mais uma vez sua banda estará mostrando audácia ao ter videoclipes e seu próprio site, mesmo que tenha gravado apenas um CD Demo ou EP. A fé crescerá no círculo da banda e outros os verão como bem sucedidos. A promoção e os benefícios trazidos pelo site e pelos vídeos serão imensos. Se encarregue de realizar isso enquanto busca o apoio das leis de incentivo a cultura para gravar o seu CD prensado, original. É bem vinda a ajuda de um especialista para dar entrada no pedido e leva um tempo até seu projeto ser aprovado e começarem a liberar a verba para a produção do seu álbum. Nesse meio tempo a banda não pode parar de crescer. No site, as pessoas devem encontrar tudo da banda: músicas, CDs, novidades, biografia, formação, fotos, vídeos e até uma loja virtual, onde poderão comercializar os CDs, camisas da banda (mais uma boa idéia de divulgação e afirmação!). Quando o CD oficial sair, não se esqueça de que independente de qual for a quantidade da prensagem, faça chegar cópias do mesmo novamente para todo tipo de contato importante (selos, rádios, revistas, sites, músicos consagrados, etc). O grande restante das cópias deve ser lançado em locais com mais mercado consumidor de CDs originais, como o Sudeste e o Sul do país, ou mesmo Europa e Japão, caso seu trabalho seja Metal e, obviamente em inglês.

Mais importante: não deixem de acreditar e tentar. É difícil? É. É mais provável que passe a vida toda tendo como auge da carreira os pubs e alguns festivais maiores? É. Mas é possível vencer e conquistar os palcos do Brasil afora (e talvez até mais)? É! Então invista, tente, acredite, lute. Caso chegue ao final da vida sem conseguir, terá a certeza que tentou e fez de tudo. E terá feito a vida toda o que gosta: Rock n’ Roll! E viver uma vida de Rock N’ Roll comercialmente bem sucedida ou não, lhe fará descansar com um sorriso no rosto no momento de seu último suspiro.

Por Freddy Frenzy

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Sai escalação do ZN Rock 2008

20/08/2008 por RockPotiguar

O ZN Rock já é um evento de rock bastante respeitado em Natal, por ser uma vitrine para as bandas que querem se apresentar na Zona Norte da capital potiguar. Para a edição desse ano, foi feita uma seleção e escolhidas oito atrações.

Calistoga, Decreto Final, AK-47, The Volta, SubGrave (Pau dos Ferros), SeuZé, Zero8Quatro e Rodubeck estarão com a responsabilidade de agradar o público no show que acontecerá no dia 6 de setembro, no Gemac (por trás do Carrefour da Zona Norte). As senhas custarão R$ 3,00 + 1kg de alimento não perecível.

A matéria completa você lerá na semana do evento. Mais informações na agenda deste site (menu do lado esquerdo).

Por Equipe RockPotiguar

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Resenha Oficial - Sábado, última noite.

17/08/2008 por RockPotiguar

Interessante como o público só chega de meia-noite pra frente, mesmo os shows sendo marcados para as nove! Mas é isso mesmo, as bandas não esquentaram a cabeça e fizeram seus respectivos trabalhos à altura de um mada.

Com alguns minutos de atraso, a primeira atração da noite (potiguar, pra variar…), Rosa de Pedra, subiu ao palco. Com quase nenhum fã, mas com um bom relacionamento com a imprensa, agradou às pessoas que se propuseram a ficar na frente do palco. Dançarinas do Ventre e performance ditaram o ritmo.

A Paraíba, que sempre mostrou boas bandas por estas bandas (trocadilho infame) nos apresentou mais uma banda “arrumadinha”, Sem Horas. Todos à caráter anos 60, tocaram um rockabilly ora dançante, ora baladinhas. Tudo muito bem executado mas não chega a ser Os Bonnies. O vocalista, com suas performances, me lembrou Tropeço, do Baby Please.

A primeira banda a juntar o gado na porteira foi Macanjo, do Rio de Janeiro. Não sabia que uma banda independente tinha tanto público por cá. Independente, sim, mas também bastante profissionais. Músicos altamente qualificados, músicas bem executadas. Ta bom, são músicas bobas que falam de amor, cotidiano… mas faz sucesso.

Em minha opinião, o melhor show independente da noite veio em seguida. Falcatrua. Os mineirinhos são carismáticos, bons músicos e fazem um show totalmente descontraído. No começo, senti que o show estava tão redondo, mas tão redondo, que parecia o CD “Falcatrua e o Pau-de-Arara Espacial” rolando de play back. Não sei se isso é bom ou mal. Mas depois os caras esquentaram e entraram no ritmo do maior festival de rock do RN. O público? Bem, o público já era considerável e, enquanto alguns se divertiam, outros cruzavam os braços e analisavam a performance de André Miglio, vocalista. O ponto negativo, a meu ver, foi o número excessivo de covers (três, no total). Prefiro as músicas “falcatrunianas” a Tim Maia e Tom Zé. ‘Folk a true’ again, please!

Mallu Magalhães é um sucesso na internet e atraiu um grande número de curiosos para ver o seu primeiro show na região Nordeste. Ao contrário do que acontece normalmente, a “front girl” se apresentou e depois apresentou um a um todos os músicos. Mallu tem a voz suave e agradável e toca seu violão muito bem. Me fez bem, pois o barulho das guitarras estava fazendo mal à minha enxaqueca. Segundo meu amigo Edu Filgueira, os músicos se preocuparam mais com possíveis erros da garota de 15 anos do que em tocar. Quem sou eu pra falar ao contrário…

A chuva chegou junto com o Cordel do Fogo Encantado e, mesmo assim, a galera se amontoou para ver de perto o grupo pernambucano. Durante o show, fogo, percussão destacada e muita animação fizeram o Cordel ser a banda mais ovacionada da noite.

Folk, rock, country… assim que Josh Rouse tenta se denominar. Mas no fundo, no fu ndo, não passa de um pop suave balada, tipicamente norte-americano. Das quase 6 mil pessoas presentes, a maioria se escondia da chuva na feira mix e na tenda eletrônica. Pior para o gringo. Mas as pessoas que resistiam ao toró não se arrependeram e acompanharam um bom show internacional.

Os fãs de Seu Jorge que me perdoem, mas nessa altura do campeonato minha cabeça já não agüentava mais, me mandei pelo meio da chuva e tomei o rumo de casa para um merecido sono.

Boas atrações e boa estrutura. Um bom evento nesse aniversário de 10 anos. Ano que vem tem mais.

Frase da noite: “Aiaiai… e essa chuva que tanto me persegue!” (Jomardo Jomas)

Por Rodrigo Cruz

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Impressões sobre o Mada 2008

17/08/2008 por RockPotiguar

O melhor Mada dos últimos 4 anos. Não apenas em questão das atrações (em outros anos tivemos bandas ótimas também), mas em termo de estrutura física (ótimo som, boa equipe, tenda perfeita, stands organizados).

As bandas também todas foram de excelente qualidade (fora gosto pessoal). Revelou bandas como Lunares (RN), Falcatrua (MG) e Sweet Fanny Adams (PE). Confirmou bandas como Motosierra, Autoramas e Mallu Magalhães.

Computadores com internet rápida para a imprensa atualizar seus veículos (enquanto outros apenas brincam, ao invés de trabalhar), backstage amplo e confortável (excelente pra músicos venderem seu peixe a trocar figurinhas)…

Mada é Mada e ponto final! É uma pena que o público não dê valor às bandas independentes e, na sua maioria, chegue só pra ver as mainstream (inclusive músicos, que eram pra dar o exemplo).

Parabéns quem fez essa bonita festa. Parabéns Jomardo por mais essa superação.

Ano que vem tem mais!!!

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Resenha oficial - sexta, segunda noite.

16/08/2008 por RockPotiguar

A segunda noite do Tim MADA começa às nove horas com os potiguares do The Volta. O show abriu um efeito de fogos no palco. A banda aproveitou a ocasião de tocar no festival pela primeira vez para gravar um videoclipe. Enquanto os rapazes mostravam um rock concentrado e de bom instrumental, com letras falando de amor e outras coisas sem cair no pieguismo, fizeram um show redondo, o som e a iluminação garantiram um ponto a mais para a apresentação do grupo. Abriram bem a segunda noite de festival.

Seguindo a noite, é a vez de outra banda da terra dar o ar da graça no festival: o Lunares. Uma música mais puxada para o rock britânico me fez esperar para conferir como seria o show. Com um vocalista chegado numa performance e que me lembrou Jeff Buckley (fazer o que se o cara parecia com ele?) e músicos empenhados em dar 101% no show, a banda mostrou que é uma das revelações do ano e que tem tudo para dar certo no caminho da música. Mas e o som? Com influências claras de U2 e nuances de The Cure, os potiguares desfilaram um repertório autoral de qualidade e foram uma das gratas surpresas da noite. Fizeram um show gostoso de ouvir e curtir.

Mudando de estado, é a vez dos baianos do Subaquático mostrar que na Bahia tem rock sim e de qualidade. Fizeram um show redondo, com boas canções e bom instrumental. Enquanto o rock baiano rolava, fui conferir a tenda eletrônica. Quem ia tocar? A Madame Mim, aquela do bafón de verano da MTV. Chegando lá, me deparo com a tenda lotada e o público gritando. Quando ela subiu na mesa do DJ (isso, na mesa do DJ mesmo), começou a cantar e a fazer uma coreografia que misturava rebolado e exercícios de ginástica o pessoal foi ao delírio. Nessa hora, até os seguranças fizeram uma fila de proteção na frente do mini-palco. Mas vamos às músicas. Letras compromissadas somente com a diversão e uma base eletrônica de chacoalhar todos os esqueletos, ela colocou a tenda pra dançar e tem tudo pra ir para o palco principal.

Termina Madame Mim, ainda dá tempo de ver os Autoramas e seu rock. O trio fez um show pra fazer a felicidade dos fãs e para conquistar mais outros (digamos que foi o meu caso). O Autoramas mostrou um rock misturado de rockabilly, boas guitarras e fez outra grata apresentação da noite.

O Autoramas sai e é a vez da banda mais aguardada da noite, o Pato Fu. Depois de ficar um bom tempo sem vir a Natal, eles fizeram um show que deixou os fãs sem voz. Os mineiros cantaram músicas de todos os CD’s e interagiram bem com o público. Falaram até da última vez que estiveram na cidade e do pé de água que teve no show. Mas voltemos às canções. Elas variaram desde “Sobre o tempo”(que foi cantada a plenos pulmões pelo público), “Made in Japan”, “Eu”, “Ando meio desligado” e músicas do CD novo (Daqui pro Futuro), eles mataram a saudade dos fãs fazendo uma bela apresentação. E para terminar a noite, veio Lobão. Deixando de lado o acústico, ele mostrou suas músicas em versão plugada e fez a alegria da galera que curte o som oitentista e a polêmica personalidade do cantor-apresentador carioca. Outra noite bem fechada e só preparando para o último dia do festival. Vamos ver o que nos aguarda!!!

Por Sandra Martins.

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Resenha oficial - Quinta, primeira noite

16/08/2008 por RockPotiguar

A primeira noite dos 10 anos de MADA começou tímida, mas trouxe shows surpreendentes para os presentes. Mas antes de falar das bandas (que é o que nos interessa), falemos um pouco da estrutura do festival. Esse ano, eles capricharam na organização em termos de localização das tendas e no som. A tenda eletrônica ficou maior e aberta, com um palco mais bonito. Os problemas de som que sempre acontecem, dessa vez ocorreram em escala bem menor que em outros anos. Mas vamos direto ao ponto: os shows. A noite abriu com os Poetas Elétricos e sua mistura musical. Os potiguares seguraram bem a onda de abrir o MADA e mostraram um som consistente, acompanhado de um instrumental afinado e vocais bacanas. Sai o Poetas Elétricos e entram os pernambucanos do Amps e Lina. Durante o show deu para perceber porque eles ganharam a seletiva Radar Indie. Eles souberam dosar certeiros as guitarras e o eletrônico, sem ficar 90% dependente de computadores ou algo do gênero. As músicas eram dançantes e até um violino foi integrado ao som. Com uma boa presença de palco e musicalidade ótimos, o Amps e Lina veio provar que o mix de eletrônico e rock dá certo demais e que eles não caíram no mais do mesmo de algumas bandas que se aventuram por esse caminho. Ponto pra eles!

Deixando a praia do eletro rock de lado, sobe ao palco os cariocas do NV, que ganharam a seletiva do Laboratório Pop no Teatro Odisséia, no Rio de Janeiro. Ao me deparar com o som dos caras no MySpace da banda, vi que era um rock mas não tão pesado. Mas as aparências enganam! Os carecas abriram o show com uma música gritada e uma guitarra pesada. Ao decorrer do show, as guitarras continuaram e os gritos deram lugar a um vocal mais cantado. Seguiram bem, continuando a série de boas apresentações da noite.

Mudando totalmente som, fui conferir a estréia do Barbiekill no MADA. A tenda eletrônica estava cheia e a banda não negou fogo aos presentes. Eles mostraram um som de primeira, com certa maturidade musical (apesar do pouco tempo de vida). A presença de palco do vocalista Daniel é um fato a parte. Energético e performático, ele dá um up ao grupo e levanta a galera. Uma das boas coisas da noite. Sugestão para o palco principal!

Sai eletrônico, entra o rock. Foi a vez dos pernambucanos do Sweet Fanny Adams (que vira e mexe aparece por aqui) e o Brand New Hate, os mais novos queridos do Orkut. Continuando a noite, sobe ao palco o tão aguardado Motosierra. Os uruguaios realmente confirmaram todas as expectativas sobre o show deles. Louco, forte, visceral e rock pesadão dos bons. Foi a felicidade dos headbangers e dos adoradores do bom e velho rock pesado. O vocalista contribuiu para que o show fosse marcante e cheio de coisas inesperadas, como a experiência com o microfone (ele colocou o microfone em outro lugar que não a boca). Mas deixando esse detalhe de lado, o que importa é que os caras realmente colocaram pra quebrar e fecharam a primeira noite do MADA com chave de ouro.

Por Sandra Martins.

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